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Blog de viniciuspiedade
 


 

 

Pseudo-poesia

 

 

 

 

Glauber Rocha me inspira de maneira exagerada. O cineasta e amigo Júlio Martí, chama o livro A REVOLUÇÃO DO CINEMA BRASILEIRO de bíblia. Eu concordo. Sorrindo. Os livros de Glauber e seus depoimentos no programa que fazia chamado ABERTURA (disponível no youtube) me motivam estética e politicamente como nada mais o faz.

 

 

A imprensa se mostra cada vez mais esdrúxula. Tenho vergonha de assistir jornais na TV. Fico constrangido e me sentindo um idiota com o show de horrores que provocam. Fico constrangido com tanto jornalista medíocre fingindo ter opinião própria mas sem conseguir esconder que suas opiniões são simulacros de opiniões pré-fabricadas por outros jornalista tão ou mais estúpidos que esses.

 

 

Não reagi com alegria a notícia de que a TV Record alcançou a TV Globo em audiência, pelo fato de que a TV Record simplesmente imita a Globo em forma e conteúdo. Até os profissionais são os mesmos. Amaria se uma TV aparecesse com uma proposta nova e disputasse de igual pra igual com a Globo. Ter duas globos, não muda em nada esse panorama televisivo repetitivo e careta.

 

Tostines é fresquinho porque vende mais? Queremos merda e eles colocam merda ou comemos merda porque nos jogam merda?

 

A árvore em frente a minha janela começou a oferecer limões. Do nada. Eu não sabia que era um limoeiro. Do nada apareceram os limões. Foi um susto. Como se alguém me falasse coisas inesperadas.

 

 

Ver Vanessa da Mata cantando foi uma das coisas mais deliciosas que vi nos últimos tempos. Me empolga mais do que qualquer ator (menos Al Pacino). Ela mergulha nas suas canções de modo apaixonante.

 

 

Contei 20 estrelas hoje no céu de sampa. E dizem ainda que não tem estrelas no céu de sampa. Claro que tem! Tem 20! Vinte!

 

 

Tá frio. Escrevo no frio e a temperatura influencia na escrita de qualquer um. Se Castro Alves tivesse escrito no frio seu texto seria outro. O mesmo vale pra Dostoievski se tivesse escrito no calor.

 

 

Isso aqui é mais uma daquelas pseudo-poesias que adoro escrever. Frases que parecem ser desconexas. E são!

 

 

Minha metralhadora cheia de balas. Eu sou um cara. Cansado de correr na direção contrária sem pódio ou beijo de namorada. Eu sou mais um cara.  

 

 

Voltei pra natação. Uma sensação incrível. Um cansaço bom, como se eu tivesse feito algo necessário.

 

Correr. Adoro correr. Taí uma coisa que sempre faço nas cidades em que aporto. Eu corro. Escolho um lugar e corro. Lembro de sensações incríveis correndo. Em Rondônia eu corria numa estrada. Lembro dos caminhões imensos me ultrapassando. Me dava medo e alegria. Em sampa eu corro por aí. No interior de sampa, uma vez, um boi saiu correndo atrás de mim. No Rio eu corria em Ipanema olhando pra cara pálida das pessoas conhecidas esperando ser reconhecidas. No Paraná corri do frio e em Salvador corri de Itapuã até a Boca do Rio. Em Vix claro que Camburí e em Brasília não me faltou horizonte. No Piauí não me faltou pique e no Acre corri vendo o pôr do sol. Ao invés de tirar foto, eu corro. Suor na terra. Joelho doendo. Coração acelerado. Lei da gravidade.

 

Sou contra o terceiro mandato, mas se tivesse, votaria no Lula. Se tivessem cinco mandatos, votaria no Lula.

 

Tenho escutado Lennon de manhã, de tarde e de noite.  

O engraçado foi escutar minha visinha, uma senhora de oitenta anos, cantarolando “Jealous Guy” no corredor outro dia. Acho que tenho que escutar mais baixo. Ou mais alto ainda. O que acha?

 

 

Fui ao show do Jorge Ben e senti uma alegria dionisíaca. Todos dançavam e pulavam em êxtase. Cinqüenta mil. Eu que me perguntava semana passada sobre o que acontece com alguns artistas que param de criar, como o próprio Jorge Ben, Toquinho, Edu Lobo, enfim, tive minha resposta do Jorge. Sua obra está aí, viva. E VIVA!

 

Hoje o dia foi mais curto que o normal. Ou será que fui eu que quis degustar a vida mais do que o tempo de um dia permite?

 

Não penso na morte. Por isso não sou religioso. Vivo meu agora. Não me preparo para o pós. Nem quero pensar nisso. Estou pronto para o agora. Quero estar. Respirando meu momento, que é a única coisa que tenho. No presente, tenho o passado e o futuro. Tudo junto. No agora. Saravá.

 

 

Amanhã vai fazer sol.

 

 

Preciso cortar as unhas dos pés.

 

 

Minha bicicleta está sem freio e com os pneus murchos.

 

Vou comprar um livro do Paul Auster num sebo.

 

 

Preciso comprar leite. Queijo. Coca. Amendoin. Guardanapo. Biscoito de gergelin. Goiaba. Manteiga. Chocolate. Arroz.

 

Amanhã meu telefone vai ser cortado. Se eu não te ligar mais, tente entender.

 

 

Tenho que administrar melhor meus ardores.

 

 

Gostaria de escrever uma poesia pra cada um.

 

 

Machuquei a mão jogando bola. O filha da puta não quis ir pro gol e eu fui. Me fodi. Porra.

 

 

Ontem fiquei dez minutos olhando pra uma rosa no ponto de ônibus. Perdi dois ônibus mas e daí?  

 

 

O toque dela nas minhas costas me faz sorrir.

 

 

Venta.

 

 

Um dia a areia branca meus pés irão pisar. Pois é. É inútil cantar o que perdi.

 

 

Dancei até o dia raiar sem me procupar com os risos. 

 

Se eu não te mandar mais emails, entenda, vão cortar meu telefone e com ele, vão levar a internet.

 

 

Mas dou um jeito. Sempre damos um jeito. Sempre. Sempre. Sempre. É incrível como sempre conseguimos dar um jeito. Somos demais. Todos nós. Todos. Todos.

 

 

Aluguei cinco DVD´s e só vi um. Do Godard.

 

 

 

Vou fazer uma performance misturando Nelson Rodrigues e Cazuza.

 

 

Quase espanquei um cara que deu um chute num gato na rua.

 

 

Meus sapatos estão todos gastos. Meus tênis todos rotos. Isso é bom sinal.

 

 

Por mim, te cantaria cinco músicas do Caetano seguidas no ouvido. Mas tenho que dormir. Me entenda. Que eu tento te entender. 

 

 



Escrito por viniciuspiedade às 00h34
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